quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Poema de Natal de Vinicius de Moraes

"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra

Não há muito o que dizer :
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples
."

2 comentários:

titas disse...

Minha querida Mada, acreditas que só não 'postei' este poema hoje para não interromper a conversa dos comentários? Impressionante, pois já não é a primeira vez que acontece. Sintonia. Cumplicidade. E uma amizade do tamanho do mundo, é o que é!

Madalena disse...

Querida Titas, sempre em sintonia, claro!
Que o ano novo nos traga um encontro real...