Uma das barrigas cujo dono foi salvo pela perícia e conhecimento deste cirurgião míope, era uma barriga real: Eduardo VII, dois dias antes do dia da coroação. A gratidão, também real, traduziu-se num título de nobreza.
Mas o seu doente mais (infelizmente) célebre, foi o Homem Elefante, caso cinematograficamente tratado por David Lynch.
O destino, diz-se, tem muitas ironias: Frederick Treves morreu de peritonite.
Contudo, o que interessa não é a forma como, nem quando, nem onde morreu, mas sim o facto da sua vida ter sido um importante contributo para a Ciência, numa área em que todos somos vulneráveis, mesmo dentro de um palácio e com uma coroa na cabeça!
Este post é para a Ana Pereira, que sabe como ninguém desta imensa fragilidade a que chamamos vida!

Imagem aqui.
Cartoon distinguido com Menção Honrosa.
5 comentários:
Quem entregou os olhos ao veterinário, li no MOH, foi o web-frei-mangusso das fazendas de Almeirim...
Beijo de b'noite!!, IO.
... Dois dias antes do dia da coroação?
Sinais evidentes de boa esterilização da sala e um recobro de 5 estrelas. Foi em clínica particular e... no estrangeiro (deles), quase de certeza. Foi de jacto e, ia jurar, regressou no mesmo dia...
Ó Madalena, desculpa a incompetência, mas hoje estou assim. Só disparate. Creio que me esqueci de tomar o comprimido azul.
Desconhecia a competência do doutor, porém estou a par da história do homem-elefante.
Vi, inclusive, há relativamente pouco tempo, um documentário sobre reconstrução facial extrema, no qual se explicava, se fosse hoje, o que a medicina moderna poderia ter feito por Merrick. E não era pouco!
Mudando de assunto, já escreveste as duas ou três linhas sobre o nosso secret matter? Eu já fiz o bonequito.
Beijos... esquizofrénicos!
Contigo, Madalena, estou sempre a aprender. Beijinhos
Ó Inc, incompetência a minha: acho que no caso da barriga real, o que salvou o rei e a coroação foi uma "drenagem"... Não foi exactamente uma barriga aberta!
Tão querida Madalena!Eu é que sei e tu é que me estás sempre a ensinar...
Já agora,segundo Voltaire,a arte da medicina consiste em distrair,enquanto a natureza cuida da doença.Felizmente que apesar de tudo as coisas evoluiram um pouco.Eh eh!
Um grande beijinho
ana
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