sábado, 16 de julho de 2005

A quem os mortais chamam a Lua ...

That orbed' maiden
With white fire laden
Whom mortals call the Moon.
- Shelley


Imagem daqui
Eu daria a lua...
A lua é o limite! Eu recorro à lua, quando me faltam outras referências mais próximas, contudo, menos visíveis.
Pequenas histórias ilustram esta incoerência, esta ilusão.
( Da minha casa vejo a lua, mas não vejo o Porto, nem o Algarve, nem Paris, nem Nova Iorque. Logo, a lua é mais perto.)
Vencer esta distância, tão perto e tão longe, foi, ao longo dos tempos, um sonho da Humanidade.
Esse sonho, quase realidade, descolou da Terra, a dezasseis de Julho de 1969, feito foguetão, numa missão com nome divino: "Apollo".

Imagem daqui
Era a décima primeira missão com esse nome, mas esta estava já revestida de uma esperança-quase-certeza de, finalmente, o Homem pisar a terra da Lua e deixar lá a sua pegada.
(A pegada é bem mais importante do que a bandeira. Uma bandeira representa uma nação. A pegada representa toda a Humanidade.)
Este representante da Humanidade tem um nome, Neil Armstrong (braço forte), uma idade, trinta e oito anos e um tamanho de pé, 41.
Até já, Neil! Voltamos daqui a quatro dias, o tempo que demoraste a chegar à lua, que brilha nas nossas noites, nos inspira e ilumina. Alguns, dados a estas coisas de influências dos astros, dizem que esta bola brilhante nos confunde.
Pelo menos, na distância, isso é verdade!

Imagem daqui

3 comentários:

C.S.A. disse...

Andas muito clássica, Lady Madalena: Wadsworth, Shelley... grandes poetas!
E a lua, para mim, é tb um encanto.
E o teu texto resultou muito bonito.
Bjo.

IO disse...

Foi a 16 ou a 20? - estava em Porto Amélia (hoje, Pemba), e lembro-me muito bem de toda a gente a ouvir pela rádio.
Um beijo, IO.

António disse...

Dizia uma mulherzinha do povo na noite em que estive num café até às 6 da matina para ver o grande feito:
"Um homem na Lua? Vão enganar o caralho. Vê-se logo que ela não aguenta com o peso de um homem!".
E não estava a gozar. Falava convictamente.
Portugal, 1969
Jinhos