quarta-feira, 17 de agosto de 2005

"Carta Aberta à Escola"

Nota prévia - Esta carta não é da minha autoria. Quem a escreveu foi uma aluna do oitavo ano (1981/82).
Está assinada pela Ana Paula e publicada num jornal de turma, actividade que desenvolvíamos nas aulas de Português.
Tem estado guardada, religiosamente guardada e, há pouco tempo, saltou da gaveta, juntamente com outros escritos dos meus alunos, que esperam por um reconhecimento mais vasto.
Acho que este é o momento de começar a publicar estas peças com qualidade literária e que são verdadeiros documentos históricos, a partir dos quais, juntamente com alguns desenhos, se pode reconstruir um tempo, uma época.
Junte-se então a caricatura desenhada à caricatura escrita e chamemos-lhe, cheios de modernismos, "Relação pedagógica"!
Esse tempo, já o disse, é inesquecível!
Evoco, com muita saudade e respeito, os que são referidos nesta carta e que já partiram. Cedo, porque "partem cedo os que os deuses amam". Se nos estão a ver, sabem que um professor agradece sempre aos alunos tudo o que eles aprendem!

perplexo

5 comentários:

C.S.A. disse...

Delicioso, Madalena, tudo!
Beijo

Incompetente disse...

Madalena,

Um espanto!
Li a carta e não parei de encontrar situações "déjà vu" que tão familiares nos são.
Enfim, é a nossa sina!

Beijos... profissionais!

CP disse...

Fantástico.

Bárbara Vale-Frias disse...

Felizmente que, passados mais de 20 anos, a escola onde dou aulas ainda é diferente desta realidade, hoje tão multiplicada.

Mas a cada início de ano lectivo é sempre árdua a tarefa de impôr regras a miúdos de 14 a 24 anos que nos chegam à escola profissional.

Mas dei aulas num colégio particular onde um colega, professor de Química de 12º ano, recebia constantemente aviões nas costas e no quadro quando estava a escrever. Alunos de 17, 18 anos!!!!!! Enfim... talvez eu seja demasiado má ;)

Incompetente disse...

Retomo o ócio e o lazer... até ao fim-de-semana. Dois dias de bónus nas férias, exclusivamente para incompetentes.
Segunda-feira, há que retomar a actividade que nós sabemos.

Beijos incompetentes!