quinta-feira, 18 de agosto de 2005

A Avó Madalena

Faria hoje anos e tenho andado o dia todo a pensar nela: a minha avó Madalena.
Dela herdei o nome e quase a cor dos olhos.
Com ela aprendi muito sobre a vida e, apesar dos anos que já passaram sobre o seu desaparecimento, não há um único dia em que a recordação de qualquer coisa me não leve até ela.
Era uma mulher imensa, como imenso era o verde dos seus olhos, como parecia ser imenso tudo o que lhe pertencia ou tudo o que dela emanava.
Ela era o coração da casa e das pessoas e sabia fazer sentir aos outros, seus, claro!,que eles eram o centro da sua vida. A lei do coração foi sempre a sua lei. Isso não aprendi.
Acho que também herdei!
Por isso, espero saber honrar tanto o nome como o património genético e afectivo que me deixou!
vólena
(Priminha, obrigada pela foto!)

3 comentários:

IO disse...

Do que te conheço, tens honrado o legado oh Mad'! go on! A sorte de termos tido avós assim!, beijo, IO.

Bárbara Vale-Frias disse...

Que homenagem bonita. Aquilo que herdamos dos avós é como um pó fino de ouro, precioso e belo, que nos cobre e matiza.

Minha Avó Fernanda custumava dizer que era minha mãe duas vezes e só agora, depois de a ter irremediavelmente perdido, compreendo a profundidade das suas palavras. Mas falo muito dela; tanto que, por vezes, o meu marido, que não a conheceu, diz que gosta muito dela. Esta é sem dúvida a melhor maneira de se homenagear o amor - recordando-o, alimentando-o, partilhando-o.

Um beijinho, carregado de espanto por tantas coincidências! :)

P.S. A IO também aparece por aqui? :)

Anónimo disse...

É tão aconchegante ler-te Madalena.Sem dúvida que herdaste da tua avó esse coração enorme,a avaliar pelo que, e como, escreves e te referes às pessoas e às coisas.
Um grande beijinho
ana