quinta-feira, 4 de maio de 2006

Anda por aí a circular...

Há muitos anos houve um pai que resolveu escrever a seguinte carta ao professor do seu jovem filho, que acabara de entrar para a escola primária:

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830


imagem daqui

7 comentários:

C.S.A. disse...

Não conhecia.
Fantástica. Não se pode distribuir isto pelo ministério da Educação?
Bjos.

Kamikaze disse...

Ó Madalena,

Eu logo vi!
Ou era ficção, ou coisa do passado. Ainda bem que não era ficção.
Porém... haja esperança! Apesar disto ter chegado a um ponto tal, em que a esperança e o desespero já não se distinguem muito bem um do outro.

Beijos!

IO disse...

Bela carta, mas afinal em que é que deu o filho? - beijo, amanhã venho cá ver. IO.

Anónimo disse...

È pena termos de encarar a realidade depois de ler esta carta.
Obrigada por me fazeres esquecer,por breves instantes,que já não acredito em utopias.
Um grande beijinho
ana

dakidali disse...

Bela carta. Está tudo aí para se ser alguém.
Beijinhos

papoilasaltitante disse...

Bela carta de um Grande homem!!!
Bjs

Dra.Daniela Mann disse...

Espectacular! Sim senhora!
Olha Madalena, já te linkás-te ao amar-ela?
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