terça-feira, 7 de novembro de 2006

Camus, o Estrangeiro

Foi Camus o grande "vencedor" das preferências literárias dos franceses, num inquérito realizado pela Fnac e pelo Le Monde, há sete anos. "O Estrangeiro" é a obra mais lida entre cinquenta outras obras. Vence até o Petit Prince, o que a mim me parece absurdo!
Camus, o mais novo Nobel da Literatura depois de Kypling, é considerado por alguém que percebe muito de letras, ele próprio a personificação do absurdo.
Sósia de Humphrey Bogart até a sua morte foi absurda.
Apesar de sofrer de tuberculose, mal da época, “Camus foi assassinado aos 47 anos por um plátano na berma da Nacional 6, entre Villeblevin e Villeneuve-la-Guymard, com a cumplicidade de Michel Galiimard e de um descapotável Facel Vega.” Os amantes dos automóveis talvez reconheçam o modelo, eu não.
(Mas haveria maneira mais elegante de descrever um acidente e as suas causas?)Este pequeno romance de cento e vinte e três páginas conta a história de Mersault, um homem estranho, indiferente a tudo.
As frases são curtas, como foi curta a vida do escritor que nasceu a 7 de Novembro de 1913.

3 comentários:

IC disse...

Li Camus quando ainda era bastante jovem, já não consigo recordar muito bem os seus livros, mas sei que me fascinava. E também me fizeste recordar essa colecção Le Livre de Poche :)
Beijinhos, Madalena.

Pitucha disse...

Tantos livros para ler e tão pouco tempo!
Beijos

Jorge disse...

Além de O Estrangeiro recomendo A Peste, pois são duas excelentes obras literárias de um escritor com alma.
Os livros de Camus além de se lerem, sentem-se.