quarta-feira, 31 de março de 2010

De todos os Marços....

De todos os Marços da vida, aquele que me deixou um sabor mais doce na memória foi, sem dúvida, o de 1975.
Sim, era a revolução. Era também a minha revolução!
Tomei conta da vida. Peguei nela e levei-a para diante. Senti o lado doce de um certo poder, um poder que nasce cá muito dentro e vem carregadinho de cravos e de esperança, alimentada que estava eu de cravos vermelhos e altos, tão altos que quase roçavam nas nuvens e lhes cortavam o caminho.
Um dia, sonhei (mentira? porque não? amanhã é dia delas!) que uma nuvem se rompeu em prantos perante a impossibilidade de vencer o cravo que a impedia de se tornar pesada e grossa, de desabar sobre os felizes que por aqui andavam.
E o cravo crescia cada vez mais, qual feijoeiro da história das fadas e bebia directamente da nuvem alta, que se atrofiava de tempestades e se dissipava noutras direcções...
Antes desse Março, chegar ao fim, poucos minutos antes, entrei, triunfante e feliz na Maternidade, para acolher Abril, senhora de uma nova condição!

3 comentários:

Graça Pereira disse...

Lindo cravo tu colheste e que Abril te trouxe... esses é que são os mais belos...os outros, podem ficar na memória (ou não...) esse, está sempre no teu coração!
Beijo amigo
Graça

May Alek disse...

Parabéns para o filhote, Madalena! E para você também. Lindo texto.
Beijo carinhoso.

Janine disse...

Querida Madalena, adorei este texto...
Lindo!
Um beijinho grande