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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Comparações

«Em todo o país reabriram hoje os liceus e escolas técnicas. Voltam a animar-se as salas de aula e os corredores que se quedavam desertos e tristemente silenciosos, durante os meses de férias grandes […] Hoje, porém, não haverá aulas. Espreitaram-se as salas - aqui é a minha turma - e passeou-se nos corredores. […] Em Lisboa, na maioria dos liceus, houve sessões solenes a assinalar a inauguração do ano lectivo, presididas pelos respectivos reitores. […] Quanto às escolas primárias e superiores […] os seus alunos ainda têm uns dias de liberdade. As primeiras reabrem no dia 7 e as segundas lá para meados do corrente mês.»
In Diário Popular de 01-10-1952.
Fonte- Leme
Cinquenta e seis anos depois, regressa o desânimo de haver ainda escolas sem cadeiras e sem carteiras:
Escola de Música do Conservatório Nacional está a ensinar música em regime integrado, como prevê a reforma em curso no ensino artístico, mas a falta de dinheiro faz com que estes alunos assistam às aulas sentados no chão.
"O ano lectivo está para já a decorrer sem carteiras e sem cadeiras, com os meninos sentados literalmente no chão", disse à Agência Lusa a professora Ana Mafalda, vice-presidente da Escola de Música do Conservatório de Lisboa.
Fonte- Jornal Público de 01-10-2008

domingo, 21 de outubro de 2007

Fixe!

"Não me chateies que eu agora estou na lua
e em breve vou chegar ao céu..."
Acabo de ler no Público umas declarações mais fantásticas do que aquelas que são anunciadas pelas meninas da TV Cabo, de minuto a minuto.
Há coisas fantásticas, não há?
Olhem só!
O CDS/PP quer responsabilizar os pais dos alunos que faltam muito às aulas, disse hoje o líder parlamentar centrista, Diogo Feio, ao defender um conjunto de alterações de natureza disciplinar no estatuto do aluno.
Ás vezes os pais não existem, Sr Feio!
(Diogo é um dos nomes masculinos mais lindos do mundo e custa-me vê-lo assim desperdiçado...)
Por isso mesmo é que, na maioria dos casos, os meninos não vão às aulas. E mesmo quando os pais existem, de papel e corpo, não é fácil activar mecanismos para os contactar. Nem mesmo as Comissões especializadas conseguem.
Quanto aos pais "escolherem livremente", como sabe, as bolsas de cada um é que ditam as liberdade de escolha. Todos gostariam de ter os filhos nas melhores escolas, nos melhores colégios, mas isso já mete cifrões a mais e pão a menos, para a boca de cada um dos filhos.
Isto não vai lá com dinheiro. Isto vai lá com valores. Talvez lá vá com tempo e com ideias corajosas sobre Educação.Vá por mim Sr Feio, que eu já ando na escola há muito tempo. Há "bué", como dizem os miúdos! Há cinquenta anos!(Mas só 32 que contam para a Reforma. It's an injustice! Yes, it is!- dizia um boneco animado que eu agora não sei qual é.)
Foto: Escola de Torga, S. Martinho de Anta

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Amarga ironia adoçada com esperança

O abandono escolar faz-me lembrar certas produções radiofónicas: a Escola passa o aluno ao Director de Turma, que não pode ficar com o aluno mais tempo e passa à Comissão de Protecção. A CP passa o aluno de novo ao Director de Turma que, não vendo mais ninguém em campo, devolve à CP. Eis que aparece o Tribunal e passa-se o aluno ao tribunal.
Bom, bom era o miúdo apanhar uma bola e marcar o GOOOOOOOOOOOOOOOLO!

Imagem daqui. Miúdos da minha terra!