sábado, 16 de abril de 2005

Charlot, o Sir

"Para homens de coração, este livro de Charles Chaplin é maravilhoso depoimento de alguém que, no turbilhão do nosso tempo, se manteve e mantém denodadamente fiel aos seus princípios, defendendo-se dos embustes do mundo com intrépida coragem, e que nos conta essa denodada batalha com exemplar serenidade." (Lisboa, Julho de 1965)
É assim que António Lopes Ribeiro termina o prefácio da Autobiografia do aristocrata vagabundo que levou ao palco e à tela a miséria humana, para a transformar em grandeza humana.

(imagem daqui)
"Nasci a 16 de Abril de 1889, às oito horas da noite, na East Lane, em Walworth."
É assim que começa este relato da vida.
"Não estudei nunca o ofício de comediante, mas quando era novo tive a sorte de viver numa época de grandes actores e adquiri uma espécie de prolongamento dos seus conhecimentos e experiência."

Já em jeito de balanço, escreve:
"Dou-me conta de que o tempo e as circunstâncias me favoreceram. Tive direito ao afecto, ao amor e também ao ódio do mundo. (...) Não tenho esquema de vida nem filosofia: sensatos ou loucos, todos precisamos de lutar com a vida. Oscilo em contradições: por vezes, há pormenores insignificantes que me incomodam e catástrofes que me deixam indiferente."
Licões, que aprendemos nos livros!

3 comentários:

Emilia disse...

Olá Madalena:
E aquela sua capacidade de nos fazer rir e, quase no mesmo instante, nos fazer saltar as lágrimas?
Um grande abraço,
Emília.

lique disse...

Um génio que consegue em cada filme mexer com todas as nossas emoções. Fez-me rir, pensar, chorar. Tudo. Beijinhos, Madalena

Anónimo disse...

Chaplin, actor, compositor, realizador, argumentista, Humano acima de tudo! _ para mim, o maior e mais completo do Séc.XX. Um beijo, IO.