domingo, 26 de junho de 2005

Ainda sobre a infância e Moçambique

Já hoje disse que os blogs estão para as almas, como os abre-latas estão para as latas. Eis-me a mostrar aqui, pensando que a alguém pode interessar, pelo menos para ajudar a reconstruir um tempo, dizia, eis-me a mostrar o meu "passaporte", o "salvo-conduto", para um reino de brincadeiras e alegrias.
O que mais me entristecia era não aprender a nadar bem e, muito menos, a saltar da prancha.
Logo, nunca passei das aulas do Sr Matos e da Belinha. As aulas do Sr Sampaio já eram uma natação avançada, com saltos da prancha e cá a "Madalena não sabe saltar, yo!"
VC treze anos

7 comentários:

Ni disse...

Estás muito gira,Madalena!
Eu também tenho medo de saltar!!!
Aprendi a nadar na Praia de Mira,na barrinha com o Snr.Heitor Saborano...mas saltar nunca foi comigo!

Incompetente disse...

Ó Madalena,


Essa analogia dos blogues com os abre-latas é deliciosa, mas não te iludas, pois esse é o teu caso, porém há por aí muito boa gente que... Entendes?

E eu que ia para perguntar quem era o borrachinho da foto. Santa incompetência!...

Ainda te queixas por não teres aprendido a saltar comme il faut...
Eu não salto, seja de que altura for, nem sei nadar como deve ser(também, com pés de chumbo, não é de admirar!).
(O Incompetente não sabe nadar, YO!)
Na sequência da temática dos dois últimos posts, concluo com as duas últimas estrofes da "Velha Infância", dos Tribalistas, a título de prenda (revivalista):

E a gente canta
E a gente dança (eu não!)
E a gente não se cansa

De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância.

Lindo, não é?

Beijos... afogados!

C.S.A. disse...

Aforei a entrada quase diária aqui, no Chora, Madalena, mas cartas de nobreza!
Obrigado.

virna disse...

querida madalena,
voltei de férias e estou com livro novo. mudei de e-mail: virnagontei@yahoo.com.br
e creio que você mudou também - eu enviei uma mensagem, mas voltou.
peço que me escreva e envie seu endereço. gostaria de enviar um exemplar do meu livro para você.
um beijo,
virna

Anónimo disse...

O teu "passaporte" é uma relíquia deliciosa.
Quanto a saltar da prancha,eu só de pé , com uma mão sempre a tapar o nariz e de olhos fechados.Para fazer esta figura é preferível fazer como tu...
um grande beijinho
ana

espumante disse...

Tinha eu os meus desassete anos e costumava ir para a piscina do Hotel Atlântico, no Monte Estoril, exibir as minhas "carpas" e "pontapés na lua".
Tinha por essa altura uma namorada da Bafureira (um colégio na Parede que ainda hoje existe, tal como, alíás, o hotel) que se deslumbrava com os saltos do namorado que, na circunstância, era eu.
Um dia ela teve a peregrina ideia de dar um mergulho da prancha. Abeirou-se do fim da prancha... e atirou-se de pé, com dois dedos a tapar o nariz e uma mão na nádega.
A ausênia de estética, plástica, jeito foram tais que, juntamente com as minhas impossíveis peneiras de bom mergulhador e maturidade próprias dos 17 anos fez com que acabássemos namoro ali mesmo.
Foi um choque tremendo... ela esteve quinze dias sem comer chocolates e eu só tive coragem de arranjar namorada dois dias depois...
:)

Madalena disse...

Tão simpáticos estes comentários todos! Ana, como é que eu posso retribuir-te se não tens blog? Ó Espumante, há idades qeu não perdoam certos pormenores menos estéticos. Mas também deixar a raepariga por causa do salto!!!!
Virna, já te escrevi. A Ni, o Inc e o Cê têm sempre a minha visita.
Um beijinho a todos!