sexta-feira, 24 de junho de 2005

Dia de S. João

S. João! S. João! S. João, dá cá um balão, para eu cantar ou dançar ou fazer qualquer coisa do género.
Gosto das comemorações dos santos populares, nas terras ditas de província.
Fazem regressar os seus filhos distantes e fazem a ponte entre os vários passados, o presente e vários futuros que todos teremos individualmente. Se eu estiver no Japão, daqui a uns anos (Não é nada provável!), lembrar-me-ei do Santo António de 1973, do São Pedro de 1991, embora eu nem tenha muito o costume de celebrar a rigor as festas.
Aqui no Montijo, começam hoje os festejos, que não são do S. João, mas de S. Pedro que há-de vir. Mistura-se, como noutras festas, o pagão e o religioso, cumprindo-se a tradição.
O que menos me atrai é a largada de touros. Nunca assisti a nenhuma, mas oiço contar e sobretudo, quando alguma coisa corre mal, oiço lamentar.
A Queima do Batel é um dos momentos mais significativos no desenrolar das festas. Lá fica tudo, a olhar para o rio, a ver o barco a arder. É que esta terra é também de pescadores e essa ligação do povo ao rio, aqui, é preciso ser lembrada e venerada!
sra dos aflitos
A Capelinha da Senhora dos Aflitos, na Quinta do Saldanha, sobressai da diversidade que a rodeia: em frente, o rio; atrás, os prédios incaracterísticos e iguais; ao lado, um depósito enorme e feio... Ela permanece, talvez a lembrar esse tempo em que o rio e os homens conviviam na labuta dos dias e do peixe.
Digo eu, que não sei muito desta História, mas conheço bem o lugar, de onde se pode contemplar um dos mais belos espectáculos da natureza: o pôr-do-sol!

4 comentários:

Incompetente disse...

Ó Madalena,

Vou-te contar um segredo. Na minha aldeia (sim, eu sou rapaz do campo... com muito orgulho!)deve estar a acontecer, também, uma festarola popular. É que o S. João é o Santo padroeiro da santa terrinha. Caiam-se as casas, limpam-se e enfeitam-se as fontes, vêm os "filhos da terra" que estão fora, quase todos em Lisboa, e, depois há o arraial até às tantas (sexta, sábado e domingo). Por lá, não há rio, há ribeiro; não há touros, há bois que puxam carroças e arados (se é que ainda resta algum).Esta que acabei de referir é a chamada festa de S. João (claro!), a outra, a GRANDE, celebra-se no final de Agosto, com direito a banda filarmónica e grupos e cantores portugueses de nomeada...

Beijos... festivos!

C.S.A. disse...

Umas boas festas religiosas ou pagãs, tanto faz.
O M., é interessante ler o Moisés Espirito Santo sobre o fenómeno. Acho que, de católico, Portugal tem pouco. E o religioso é extremamente pagão disfarçado. Mas enfim, não digo mais nada senão ainda me batem.
Bjo. e mantém o registo. Gosto muito.

Anónimo disse...

És muito soft quando dizes que não gostas das largadas dos toiros.Embora eu respeite as tradições e cultura dos povos,essa inclusão de touradas,largadas e toiros de morte quase obrigatória nos festejos em Portugal,não consigo"engolir"!Tirando isso,Bom S.Pedro para ti e para o Montijo.
Um grande beijinho
ana

Teresa Leite disse...

Acho interessante esse teu interesse pela zona do Saldanha. A capelinha da Senhora dos Aflitos tem um extensa e antiga tradição junto dos pescadores. Durante as festas de S. Pedro era junto a essa capela que se realiza ou realizava a tradicional "lavagem dos pés". Era à Sra. dos Aflitos que os pescadores recorriam em caso de "aflição". Nela existia, não sei se ainda lá está, um cruxifixo de gtande valor patrimonial. Houve grande polémica com esse assunto entre a família e a autarquia. Se estiveres interessada posso averiguar como foi concluído o processo. A quinta do Saldanha era propriedade da família Caria. Parabéns pelo teu interesse pela quinta e concordo contigo, vê-se um por do sol lindo.