Álvaro de Campos, 1926
(em resposta a um inquérito do jornal 'A informação')
Afinal sentimos o mesmo que os grandes! Isto é, os grandes também sentem o mesmo que nós. Ousam dizê-lo e sabem usar as palavras. Afinal, palavras iguais às que carregamos na bagagem dos nossos "dias-a-dias". Pensamos que são pequenas, insignificantes e usamo-las com uma sem-delicadeza que nos devia envergonhar.

Álvaro de Campos, mural de Almada Negreiro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1958)
2 comentários:
Ora agora que consegui entrar para dar as boas noutes a quem tanto assim gosta deste nome maior, venho desafiar para mais umas coisinhas de outro grande, o nosso Almada: «morra o Dantas, pim!» Por exemplo, ali nas gares, onde aquela maravilha se está a perder, e os jovens dizem desconhecer.
Discordo do primeiro numa pequena e grande coisa: é que a minha pátria não é a língua portuguesa, mas isso é outra história.
Um beijinho para ti, Madalena.
Ó Madalena,
Não sei porquê, a minha incompetência não me permite, mas ao ler as belíssimas palavras desse senhor(é teu vizinho?), veio-me à ideia este excerto:
"Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo."
Por que carga de água seria?
Beijo ignorante e bom fim-de-semana prolongado!
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