domingo, 6 de novembro de 2005

Hippies are forever

Eu sou do tempo dos hippies, do slogan "make love, not war", da moda que não era só moda de fora, era sobretudo moda de dentro, das flores no cabelo, de um pensamento projectado num mundo melhor, mais justo, "above us only sky"!
Foi um tempo de ouro porque foi o meu e o vivi! À minha maneira, na minha condição mais de espectadora do que activista, mas estive lá, nesse tempo.
O dia de hoje está ligado a uma última representação da peça musical Hair, num teatro de Nova Iorque, em 1977. Nessa altura, eu já tinha passado para o outro lado da irreverência e já estava envolvida em sarilhos de fraldas, mesmo não sendo a outra, a Iglésias.

O filme, versão muito mais acessível a todos, só chegou aos cinemas em 1979, quando os hippies estavam quase a passar para "jeeps", jovens empresários empreendedores postugueses, tema que o MEC tão bem glosou.
Mesmo assim, o filme veio reanimar um ideal que o tempo provou que ficará sempre dentro do prazo...
Basta espreitar aqui.
Teresa, isto é contigo!
Let the sunshine in!

5 comentários:

IO disse...

Um tempo em que, ao menos, se pedia o sonho!, contra o aborrecimento, esse, que infelizmente, os hippies, ao crescer, voltaram a semear nas ruas, como li no 'Mil Folhas', sábado - in ”Uma vida francesa”, de Jean-Paul Dubois (ed. Asa). - Mas que não troco a ilusão das flores por nada deste mundo, não troco!!, beijo, IO.

C.S.A. disse...

Sejamos realistas: exijamos o impossível!
Eu só tenho uma bicicleta de duas rodas e fui transformado à força em proprietário de um apartamentozito. Desgraçadamente, vêm agora culpar-me e ameaçar-me por ter tido a ousadia de me endividar (rio-me, embora isto esteja muito trágico!).
Um beijo, Madalena.

Carlos Gil disse...

Já desesperado: lembrar-te-ás tu - a ser, serás a primeira, parece que eu sonho as coisas... - desta peça ter ido a LM (sim, LM; ainda não Maputo, ao palco do Dicca, talvez fim de 74, talvez fim de 75? elenco de actores norte-americanos?
É que falo nisto a montes de ex-freaks, ex-hippies, ex-betinhos, etc, e NINGUÉM se lembra! sou, fui, assim tão sonhador que vejo como reais meros castelos sonhados? estar-me-á reservado futuro assim? colete e tudo?
Peço ajuda.

Cinda disse...

Eu ia falar na peça que vi em Lourenço Marques mas o Carlos já falou :))
Let the sunshine in!

Beijinhos, querida Madalena, e uma óptima semana

Carlos Gil disse...

Uffffffffff
:-)