terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Memória de Torga

Disse então aos tiranos:
Que pequena e mesquinha humanidade
A vossa!
Horas, dias e anos
De crueldade,
Para que ninguém possa
Gritar que passais nus pela cidade!
poetatorga
José Adolfo Coelho da Rocha morreu há onze anos. O Poeta Miguel Torga sobreviveu-lhe em forma de verso, em forma de prosa e num pensamento que era só seu, marcado pela intransigência absoluta que a fidelidade aos valores da "terra" e dos seus entes mais queridos lhe impusera!

6 comentários:

Pitucha disse...

Bem lembrado Madalena.
Beijos grandes

Janeca disse...

"...marcado pela intransigência absoluta que a fidelidade aos valores da "terra" e dos seus entes mais queridos lhe impusera!"

Nada mais a acrescentar...

:-)

Madalena disse...

Obrigada pela visita, Pitucha e João. Um beijinho aos dois.
Gostei muito da tua celebração da efeméride, João. Escolhemos poemas diferentes porque o poeta também tinha dias...

Armando S. Sousa disse...

Sempre que penso no Miguel Torga penso no Douro vinhateiro.
Passa-se há muitos anos comigo, desde que li "a vindima", não consigo dissociar a ideia do Douro com a visão de Miguel Torga, da construcção a ferro e fogo desse património mundial.

Laura Lara disse...

É bom recordar!
Beijinhos e obrigada

Anónimo disse...

O José está a mais. Salut!