sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Amar perdidamente

Os Trovante cantaram-na e eternizaram-na. Ia cometer a imprudência de dizer que este é o poema mais "poema" de Florbela Espanca, já que ela canta precisamente o maior mal, o mal que a consumiu: a sede de amor.
Amar e respirar é fundamental para a criatura humana existir com dignidade!
Florbela Espanca morreu de amor. Do amor todo. Desde o primeiro dia da sua primeira existência.
imagem daquiFlorbela inquietou-se todos os dias da sua vida, como não acontece, normalmente, no seu berço alentejano.
Nasceu e morreu a 8 de Dezembro!

6 comentários:

125_azul disse...

Adoro este poema, mas não sei se acredito em amar assim perdidamente.
para mim amor é tão mais encontro,crescimento, partilha... toda essa "perdição" cheira-me mais a apêgo, anseio e angústia do que a amor.
Mas só quando é perdidamente dá poemas tão maravilhosos, não é? Beijinhos e feriado feliz

Pitucha disse...

Nasceu e morreu a 8 de Dezembro. Juro que ignorava em absoluto! As coisas que se aprendem contigo, querida tia Madalena.
Beijos

Manuel Palhares disse...

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Minha cara amiga Madalena,


Estamos a chegar, mais uma vez, à época na qual o mundo cristão comemora o nascimento de Deus feito homem - Jesus Cristo!
Mais um ano se passou e é altura de recordar e agradecer tantos momentos de boa disposição passados na troca de mensagens neste Web World.
Embora ainda, apenas virtual, obrigado pela tua disponibilidade, companhia e amizade, ao longo do ano que agora termina.
Um muito Feliz Natal e um muito próspero Ano Novo, ambos cheios de muita alegria, saúde, paz e amor.
Um beijinho e um fraternal e apertado abraço,

Manuel Palhares - Beira Meu Amor

P.S.: Deves ter outro blog, mas para já mando esta mensagem para aqui.

Carraça disse...

Florbela Espanca é para mim uma das naiores poetisas nacionais, os poemas dela falam de um amor doentio, mas de um amor bonito à sua maneira....
Beijinhos para si querida Madalena!

herculanodacosta disse...

olá


Sorprenderse, extrañarse, es comenzar a entender. Es el deporte y el lujo específico del intelectual. Por eso su gesto gremial consiste en mirar el mondo com los ojos dilatados por la extrañeza. Todo el mondo es extraño y es maravilloso para unas pupilas bien abertas."(*)

( Ortega Y Gasset )

(*) "Surpreender-se, estranhar, é começar a entender. É o desporto e o luxo específico do intelectual. Por isso seu gesto gremial consiste em olhar o mundo com os olhos dilatados pela estranheza. Tudo no mundo é estranho e é maravilhoso para um par de pupilas bem dilatadas."

hi hi hi

é quase como dizer "chora chora k logo bebes" num é pergunto

xi-coração
herc

eduardo disse...

"Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!", já ela dizia.

Os alentejanos são assim.