quinta-feira, 27 de março de 2008

Ler, escrever e ver o mar

Tenho para mim que ler e escrever são duas terapias eficazes para combater alguns males de espírito, daqueles que se instalam traiçoeiramente em qualquer alma mais ou menos avisada. Que isto das tristezas e afins é um pouco como os males do corpo: prevenir é importante, mas não é tudo.
Além disso, dizem os sábios que os males do corpo também são muito mais facilmente combatíveis com uma boa saúde mental.Seja ou não totalmente verdadeira a ideia, faz algum sentido.
Outra das minhas vacinas contra a tristeza é a contemplação do mar. Tenho de "tomar a vacina" sem falhar nenhum reforço, senão lá se vai o efeito.
O mar, porquê? Não sei se é por ser imenso! Os sentidos todos se perdem de vista perante um mar que aparece pequenino aos nossos pés e cresce, cresce até não mais se ver, perdendo-se completamente numa linha que o separa do céu.
Hoje essa linha está desenhada em prata, mistura preciosa feita de nuvens baixas, mar azul intenso e um brilho persistente quase a rebentar em raios de sol. Ou não! Quem sabe?
Eu não! Que eu não sei nada, ou melhor, sei que nada sei.

3 comentários:

Teresa disse...

Que bonita fotografia desse mar de azuis infinitos e que texto!
tenho dor de cotovelo, gostava de saber exprimir assim o que sinto.
A minha homenagem a quem tão bem sabe como a o mar muda a mente e a mente muda os males físicos.
Eu estou condenada a estar a olhar para a janela e ver apenas duas belas casas. Já não é mau, mudei de escritório e, pelo menos, tenho mais luz e uma janela maior.

IO disse...

Belíssima foto, Mad', o verde no azul até me lembra a minha praia!
É um privilégio poder limpar a rotina dos dias 'utéis' num mar é assim, beijo ebom fds!
IO

Célia Marques Pesseto disse...

Imenso e azul! Azul, a cor do mar e do céu, da calma e do amor!E o som? O som do mar é imenso, azul, calmo e catastrófico ao mesmo tempo. A imensidão, a cor e o som.