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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Recado ao Zeca

Pois é, Zeca. Não sei se morreste há vinte anos, há vinte dias, há mais ou menos tempo.
Sabes?, as tuas canções atravessadas de pensamento único, feito de um sentido de liberdade universal, dissolvem o tempo. Não sentimos o tempo, que ele está cheio, continua cheio, das tuas canções, da tua voz, da tua presença mais ou menos jovem, daquele teu ar inocente, indeciso entre a alegria de cantar e a responsabilidade de cantar.
Vejo hoje, nos registos dos dias, que partiste há vinte e dois anos.
Acho que não Zeca!
Acho que continuas por aqui, a ensinar, a dar-nos as verdadeiras lições da tua geografia da condição humana: nasce-se menino, com um certo destino, como o menino de Xepangara.
Essa foi a geografia que tu aprendeste na vida.
Os teus olhos olharam sempre de frente os meninos nascidos aquém dos direitos. Não só os meninos negros da África que também foi tua, pelo direito próprio de quem ama a liberdade, para além da morte, para além da vida.
"Quero-te mais do que à morte
Quero-te mais do que à vida"
Presença das formigas
Os teus meninos de oiro estão todos contigo a celebrar esse hino à liberdade!

sábado, 2 de agosto de 2008

Zeca!

Se há Homens de muitos Tempos, o Zeca é sem dúvida esse Homem! É também o Homem de muitos lugares. Ele é de cá e de lá. Ele é de Passados mais distantes. Ele é o Homem de Hoje e Agora. Continuaremos Sempre a encontrar nas suas cantigas tudo o que faz de um ser um Homem Livre. E cada um de nós nasceu com este destino: Ser Livre!
Obrigada, Zeca.
Comecei a aprender a tua liberdade no Liceu António Enes.
Zeca Afonso nasceu a 2 de Agosto de de 1929.