Eu não percebo nada de política. E não digo isto para fingir ou para me contraporem com aqueles argumentos habituais de que tudo é político e coisa assim. Eu não percebo mesmo nada.
Presumo que a política seja um cozinhado universal de interesses económicos, sociais e culturais. Mas, vai daí e vejo que cada um olha para o seu umbigo e a universalidade que reclamamos e quando a reclamamos é só também porque ela nos serve em termos individuais.
Isto sou eu a pensar...
É que pensar todos pensamos e temos referências de pensamento que vêm dos recônditos da História. Uns mais antigos e outros mais recentes, porque eu própria já assisti e vivi a História.
Dos tempos da Faculdade, dos estudos propriamente ditos, trouxe uma referência muito importante: Thomas More. Não pela Utopia, mas pelo exemplo de uma só palavra. Sem desafios, sem exaltações, apenas a coerência que lhe custou a vida.
Dos tempos mais modernos temos também exemplos: Gandhi, cujas magras vestes deram corpo à Alma Grande; Mandela e o exemplo de que o homem é realmente livre por dentro e não há ódio nem ressentimento que possam corromper a sua liberdade, quando é genuína, verdadeira.
E, cá dentro, também vou alimentando a esperança de dias melhores para os meus filhos e para os meus netos, com a memória permanente de alguns, como Salgueiro Maia, por exemplo que, desinteressadamente, contribuíram para o sonho do "dia mais claro" que a poetisa Sophia cantou nos seus versos, ela própria o exemplo da dignidade como sentido único de vida.
E, aproximando-se os dias das eleições americanas, inevitavelmente, o meu instinto segue o pensamento de
Obama e só quero dizer aqui o quanto me repugnou um senhor candidato que usou a palavra "Change" para ridicularizar o seu rival e levantar suspeitas sobre o seu verdadeiro intento de Mudança.
Será isso Política?
Pelo menos, em Portugal, ainda deixamos essa tarefa aos humoristas!
Repito que o que eu quero mesmo é um mundo melhor para os meus netos. Eles ainda não chegaram. Estão à espera, tenho a certeza, numa estação espacial. Espero que apanhem a carreira 2008 e que a indicação do destino seja "Mundo Melhor" (via Portugal).
Devem ter depois de apanhar um táxi para o castelo de S. Jorge ou o catamarã para o Montijo. Mas se combinarmos bem, talvez se arranje uma boleia!

Pensando melhor, há também a possibilidade de apanhar o Camelo para o Deserto de Jameh!