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segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que é isso "Férias"?

A pergunta é uma paráfrase de uma conversa que me faz saudade.
Mas também tenho alguma saudade de sentir as férias. Mais do que ter férias, é importante sentir as férias. As férias tornaram-se, como quase tudo o que faz parte do nosso admirável mundo novo, um item da burocracia: um direito do trabalhador, um dever do empregador, um ordenado suplementar, uma viagem, uma casa suplementar, com todo o trabalho doméstico que implica, uma obrigação de se sair da casa-mãe rumo a trabalhos rotineiros que não reduzem os níveis de impaciência que caracterizam os dias normais.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"A ardente perfeição da tua ausência", Sophia!

Eis que de um certo lugar se adivinha o mar, pois que se ouve, ao longe…
Sigamos, deste lugar, o rio que vai dar ao mar, a esse mar que abraça a alma de Sophia…
De hoje em diante, o Miradouro da Graça chamar-se-á Sophia, em nome da poesia, que é eterna, tão eterna que ultrapassa esta barreira a que chamamos tempo, vida ou outra qualquer designação que se espraie em azul, ou verde, a na mistura das duas tonalidades.
Desse mar de que Sophia não se saciou.
Tão eterna é a poesia que a poetisa prometeu voltar "para buscar os momentos" que não viveu "junto ao mar".O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto
Todas as coisas serviram para nos ensinar
A ardente perfeição da tua ausência.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Geografia

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

(...)

Dizem que um ano, na vida de um cão, vale sete. E um ano na vida de um blogue?
Deve valer ainda mais, muitos mais. E a Chuinguita deve saber que esta vida de blogue dá cabo das pernas, agrava o reumático, provoca aumento de peso e outros que também se sentem na idade real. Deve ter sido por isso que a Chuinguita equipou o novo espaço com um banco. O banco descansa as pernas. O mar descansa os olhos. A leitura descansa o pensamento. Obrigada, Chuinguita! Ainda tentei "arrancar" o banco irlandês e trazê-lo aqui para a aldeia mas não consegui. Assim, fui ao Algarve e trouxe este, com vista de mar também.
By the way...Chamei árvores a estes belos seres que se inclinam em reverente vénia na despedida do dia. Mas não são, de acordo com o parecer especialista do nosso amigo Nelson, que passo a citar:Penso ser um "espigo", basicamente uma inflorecência de uma piteira, figueira-da-Índia, ou planta do género Agave. Caracterizam-se por "afilhar" com pequenos rebentos ao longo de uma haste que se desenvolve na vertical na altura do afilhamento, que pode ser, ainda que impropriamente, chamada de uma inflorescência.Estes rebentos ("filhos") é que garantirarão a reprodução da planta. A reposição da verdade faz bem à minha saúde mental. Deixa-me, pelo menos, dormir descansada!
E é tudo, por hoje!
Não é tudo não: passem pela casa das formigas e vejam a remodelação. É um convite, claro!

segunda-feira, 28 de julho de 2008