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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parabéns, Jorge!

Esta quantia de anos de idade veio mesmo a calhar para te "oferecer" um filmezinho recheado de momentos alegres da vida que já vivemos. Claro que a Vida não se faz só de alegrias. Houve outros momentos. Claro que houve! Mas é bom recuperar os outros, os bons, trazê-los à cena e agradecer-lhes terem "aparecido" tantas vezes e terem-nos ajudado a chegar até aqui.
Parabéns!
Quando eu era miúda, na estaçao B, através de umas antenas que eu nem sei como funcionavam, ouvia-se muitas vezes uma cantiga de parabéns diferente. Nunca me esqueci dos versos e lembrei-me deles hoje, a propósito do teu dia. Sabe-se lá porquê!
Não vou "cantar-te" a cantiga toda. Escolhi estes:
"The gift I have for you
is the promise to be true
to love you through the years
and never never bring you tears"
Quem me dera que fosse possível passarmos por dentro das vidas sem lágrimas. Algumas nem se vêem, mas nem por isso deixam de ser salgadas e doridas.
Já não somos adolescentes, já nem sequer somos "novos" e muitos dos nossos sonhos já são memórias. Outros são ainda sonhos e alguns ainda vão aconchegar os nossos dias.
A tal cantiga, que ouvi vezes sem conta nas noites caladas da minha casa em Moçambique, falava também de futuro. Claro que o registo é o do amor romântico até dizer chega, quase a tocar o que hoje chamam "pimba". Mas, paciência! Ser pimba ou ser ridículo vai dar ao mesmo e se Fernando Pessoa não temeu ser pimba e admitiu o ridículo, por que não eu?
Aí vai o resto:
Tomorrow starts a new year
and memory for the day
I wanna say I love you
darling happy birthday.
E, para terminar, a três minutos do dia de amanhã, agora a pergunta da cantiga dos Beatles: Will you still love me when I'm sixty four?

domingo, 15 de maio de 2011

Aniversário

Este espaço de escrita/ de confissão/ laboratório de emoções/ e outros nasceu há sete anos.
Há sete anos, eu tinha pai. Para dizer a verdade completa, eu tinha dois pais: o meu e o do Jorge, que ao longo destes anos todos de vida em conjunto se tornou também meu pai de coração. O carinho com que me contemplou sempre fez dele o meu outro pai. Não tem mal acrescentarmos pais aos primórdios dos nossos afectos patrimoniais. Também juntamos filhos e o sentimento não se perde nem se divide, enriquece e robustece-se. E a nós também! Tinha mais tios e mais primos. Pelo caminho deste blog fui perdendo esses pilares da minha construção. Primeiro o meu tio, depois a minha priminha querida que me faz falta. Ela gostava tanto de mim, por que é que se foi embora?
É a saudade que cimenta a escrita deste espaço. É em homenagem a eles que prossigo, para que os que chegarão no futuro saibam quem os precedeu. É sobretudo ao meu pai e ao outro meu pai, ao meu tio e à minha priminha a quem nunca disse adeus, que eu dedico este aniversário! Obrigada por tudo o que me deram!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Já é Abril outra vez!

Para o meu filho Diogo que me "abriu" um Abril, dando-me, para a vida, a condição de Mãe! 1 de Abril de 1975!O mundo que o recebeu sabia o sabor dos cravos, mesmo daqueles que nasciam na boca das baionetas!
Era o tempo dos minis que eram tão giros que até se dizia:"É tão giro ter um mini!".
Era o tempo dos casacos aos quadrados, adequadamente desenquadrados de todas as indumentárias preconceituadamente masculinas.
Era a moda das barbas e dos bigodes, que cresciam livremente ao som das cantigas revolucionárias, desafiando todos os bons gostos impostos por outras modas.
Era o tempo do desejo de acreditar que a vida é um bem justamente distribuído e que todos temos direitos.
Quando tu nasceste, Diogo, proclamávamos a liberdade, com a força da razão que os nossos vinte e tais anos de idade nos gritavam cá dentro!
Quando tu nasceste, Diogo, estávamos a aprender a dar os primeiros passos na democracia. Nesse teu primeiro Abril, votámos, depois de uma espera demorada em longas filas.
Mas o melhor desse Abril foste tu, meu filho! O melhor de todos os "Abris" és tu.
Parabéns, Diogo!
Já é Abril, outra vez!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dia Das Verdades

Hoje é dia das Verdades: Parabéns Diogo! Ora aí vai toda a verdade. A esta hora já tinhas berrado a plenos pulmões, já estavas vestido de verde, camisola e botas, o teu pai já tinha desabelhado para me comprar um ramo de rosas (que eu tinha exigido), os telegramas já voavam para Moçambique, os telefones já tinham trrintintado em todas as casas...
O bebé nasceu. É um rapaz. Pesa 3.550. Chama-se Diogo.
Umas horas mais tarde, o Diogo já era sócio do Sporting, porque o caminho mais curto entre a Lisnave e a Cruz Vermelha passava pelo Estádio de Alvalade. Justificação do Avô!(Saudade!)
Parabéns, Diogo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cinquenta e oito

É mesmo só para agradecer a quem passou por aqui (Ena tanta gente!) a dar os parabéns no dia 6. Foi um dia bem vivido, em termos de celebrações. Gosto que o dia dos anos calhe em dia útil porque o trabalho é uma parte importante da minha vida. Foi muito bom passar a manhã na escola. Dei e recebi beijinhos. Senti o carinho de muitos. Senti-lhes a sinceridade desse carinho. Ouvi aquelas frases que fazem bem ao ego: Não pareces nada ter cinquenta e oito! Claro que ninguém parece ter idade nenhuma. Esta contagem é um tanto burocrática, pois há momentos em que temos sete, outros em que chegamos rapidamente aos setenta e sete. São as idades do Tintin, se não estou errada!
Pois no dia seis, oscilei entre os oito e os trinta e oito. Não fui muito mais além! Obrigada a todos!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

No aniversário de Sophia

Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar. Sophia de Mello Breyner Andresen
“Dizemos «Sophia» como se esta palavra fosse sinónimo absoluto de poesia.” (Alice Vieira)
Quando a poesia toca um ser, todos os seus actos, escritos ou não, passam pela poesia. Todos os actos de Sophia parecem brotar da poesia.
De Sophia de Mello Breyner conhece-se o apego ao mar. O mar é como a poetisa uma força da natureza, uma força que não cede, que não se verga, que não ilude nem desilude, que dá o prazer e o pão. O mar é uma dimensão da obra de Sophia, tratado na “Saga”, de maneira ímpar. O mar que mata, que colhe vidas e transforma vidas, como a do pequeno Hans, que aos catorze anos largou a terra, longe, e se fez ao mar. O mar era para Hans uma proibição. O pai nunca lhe perdoaria a desobediência e Hans jamais poderia voltar à sua aldeia, a Vik, rever os seus, porque também ele, homem do mar, sabia que, na índole do marinheiro, o perdão é uma transigência menor.
As crianças são poesia. Por isso uma grande parte da vasta obra de Sophia tem como destinatário o público infantil. E lá está o mar! A gente do mar e a gente da terra. A Menina do Mar! Tão pequenina que cabe num baldinho da praia, daqueles que os meninos transportam do toldo para a beira-mar e da beira-mar para o toldo! Ela e um desses meninos travam conhecimento e querem trocar saberes. Ele quer levar-lhe o fogo e o perfume. Coisas de sensações! Ela quer levá-lo ao fundo do mar. Ele quer explicar-lhe o que é a saudade, que é da terra, mas que o mar ajuda a entender.
(A filha, Maria de Sousa Tavares, diz que a mãe lhes transmitiu “desde a infância, o apego intransigente às coisas essenciais da alegria de viver: o bom pão, o bom vinho, o mar...”)
A fé aparece na poetisa como o desenvolvimento natural de alguém tocado pela poesia. A fé também é um dom. E, mesmo em tempos conturbados, lá está Sophia, com a sua fé e a sua verdade. No entanto, a sua sensibilidade sempre atenta está pronta a desmascarar a hipocrisia. Mónica é uma personagem que denuncia o falso cristão. Mónica faz casaquinhos de lã para os meninos pobres, que já terão morrido de fome, quando os casacos de tricot estiverem prontos. “Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum.”
Para os mais pequeninos há a lição do Natal, que surge na sua obra invariavelmente ligado aos valores cristãos. A Noite de Natal aproxima duas crianças que, crescendo juntas, não podem viver o mesmo Natal de fartura. Mas a pequena Joana vai ao encontro do Manuel, para que ele também tenha presentes na noite de Natal. E a magia dessa noite torna tudo possível: até a Joana ser guiada pelas estrelas, como aconteceu com os Reis Magos, há mais de dois mil anos.
Para celebrar a noite sagrada, o Cavaleiro da Dinamarca parte para Jerusalém, cumprindo assim um voto e um desejo. No regresso, é apanhado por muitos perigos mas a estrela que guia os homens bons de todos os tempos vai mostrar-lhe também o caminho, iluminando a gigantesca árvore do seu quintal.
Elaborados estudos falam da poesia de Sophia, da essência do eu poético. Muitos entrelaçam a mulher e a sua obra. Mas foi precisamente num texto em prosa que encontrei a alma feminina, a sensibilidade da mulher, a consciência plena do seu papel no trajecto- vida. Foi num dos “Contos Exemplares”, A Viagem. O homem e a mulher iniciam um caminho. Nesse ponto de partida ela é o ser mais frágil, ele é o mais forte. Ao longo da viagem, cujo destino é um lugar maravilhoso, onde nunca estiveram antes, a mulher vai-se tornando o ser mais forte, o que não a impede de expressar o medo. “Tenho medo” diz ela.
Foi este o texto que escolhi para fechar o "Banquete de Textos".
A seguir ainda escrevi: Com os seus pontos finais parágrafos, as folhas resguardam-se nas suas capas, suspirando por novos convivas.
A manhã está perto. A manhã está já ali. A manhã está sempre ali, feita de futuro, esculpida de brilho.
Até à manhã!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aniversariamente - Jorge de Sena

"Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso."
A inquietação de Jorge de Sena é a inquietação colectiva. Todos tememos pelo futuro, principalmente por aquele que vai preencher as vidas dos nossos filhos e pelo qual nos julgamos (e somos!), de algum modo responsáveis.
Eu e todos os pais do mundo queremos o melhor para eles e insistimos nesse desejo.
Isto não é só coisa de poeta. É coisa de gente comum, mas ainda bem que o poeta a eternizou.
A Mécia (mulher do poeta) muito cansada, os pequenos felizmente muito bem e adaptando-se bem demais à vida americana (que, acrescentada dos vícios do Brasil, onde os meninos esperam que lhes façam tudo, se torna um inferno doméstico). Mas vão passando nas escolas.(...)
Afinal um poeta também é pai de carne, osso, nervos, medos, desejos e ambições e pequenas desilusões como a que contou a Sophia nas suas cartas...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parabéns, Jorge!

Nada podia vir mais a propósito! Um puzzle!
Vinte e quatro mil peças! Nome: Vida.
Ainda por cima chamam-lhe um desafio!
Muitas vezes tenho feito a comparação da vida, da tua, da minha, da nossa, com um puzzle. A sorte tem sido encontrar sempre a peça certa e o lugar certo no imenso puzzle que é mesmo a vida de todos nós. Acredito na sorte! Não sei se fica bem acreditar! Não é por isso que delego mais no acaso e devia fazê-lo!
Só não acredito em euromilhões e coisas assim e por isso não jogo.
Prefiro pedir à Sorte que nos traga saúde e vou andar de nariz no ar, a ver se encontro uma cegonha que nos traga um neto. Até lá, teremos o Bali, para treinar a paciência e o puzzle para nos inspirarmos. Ele há astros, animais, balões de ar, corais, peixes e um farol, um arco-íris e muito mais.
Parabéns, Jorge!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parabéns, filho!

O dia dos teus anos é um dia especial! Os dias dos anos dos meus filhos são especiais. Mudaram a minha condição! Acrescentaram muita responsabilidade à minha vida.
Sei que é embaraçoso dizer ou ler coisas que só fazem sentido na roda dos amigos e da família, mas tornou-se tradição deixar aqui umas palavrinhas sobre os dias de anos. Não vou alongar-me, nem "esticar-me", como vocês dizem agora.
O que hoje sinto, e pode ser dito aqui, é que há uma enorme compensação em chegar a esta etapa da vida: a alegria de vermos os nossos filhos continuarem, com os aperfeiçoamentos possíveis, o nosso projecto de vida!
Parabéns, filho! Que tenhas muitos dias felizes!O meu coração pede que tenhas todos, mas sei que isso não é possível. Muitos, já é bom!
Foto tua publicada aqui.

sábado, 18 de julho de 2009

Noventa e uma velas para Mandela

"Uma vez em liberdade-disse-olharei por mim mesmo."
Mandela é a liberdade. É a liberdade que não se subjuga nunca ao desejo de ser apenas livre no corpo, porque não é no corpo que a liberdade começa ou acaba.
A prova é este Homem que completa hoje noventa e um anos de idade, vinte sete dos quais passados em cativeiro do corpo. O seu espírito, o seu coração, a sua mente foram sempre absolutamente livres.
Sinto um orgulho imenso por pertencer a um tempo da História em que Nelson Mandela deu rosto à liberdade.
E o que sempre vimos foi um rosto com sorriso de menino, porque já em menino ele derrotava os seus "adversários sem os desonrar".
É mesmo uma honra partilhar o tempo e o mundo com Nelson Mandela!imagem daqui

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"A ardente perfeição da tua ausência", Sophia!

Eis que de um certo lugar se adivinha o mar, pois que se ouve, ao longe…
Sigamos, deste lugar, o rio que vai dar ao mar, a esse mar que abraça a alma de Sophia…
De hoje em diante, o Miradouro da Graça chamar-se-á Sophia, em nome da poesia, que é eterna, tão eterna que ultrapassa esta barreira a que chamamos tempo, vida ou outra qualquer designação que se espraie em azul, ou verde, a na mistura das duas tonalidades.
Desse mar de que Sophia não se saciou.
Tão eterna é a poesia que a poetisa prometeu voltar "para buscar os momentos" que não viveu "junto ao mar".O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto
Todas as coisas serviram para nos ensinar
A ardente perfeição da tua ausência.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Geografia

quinta-feira, 4 de junho de 2009

4 de Junho

Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, porque é que você não fica com as que já tem? Recado de Marcelo, criança.
Este "recado", que só pode mesmo nascer no coração de um menino, bateu em cheio na meu desejo, como acerta em todos os corações que "sofrem" desta incompreensão.À medida que o meu tempo vai passando, tenho cada vez mais a certeza de que uma vida só não chega!
Ao ver esta tua fotografia, Papá, ponho-me a pensar se não estarás já a fazer a marcha-atrás no tempo de além, para voltares outra vez e viveres mais uns sonhos, liquidares mais umas contas de vida.
E ainda vais ficar com sonhos em espera, eu sei!
Um dia destes é 4 de Junho mais uma vez e tu apareces, por aqui, com aquele teu encantamento dividido entre a beleza, essência da vida, e o avanço da ciência, essência da esperança.
Quando voltares, já sabes, quero que sejas meu pai, outra vez!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

No dia em que o Zoo faz anos

Ir ao Zoo é sempre uma proposta linda a fazer a uma criança.
O Zoo de Lisboa abriu este portão há cento e vinte e cinco anos.
Todos os dias, muitas crianças, nas mais variadas versões que a condição de criança tem (com e sem rugas, com e sem cabelos brancos...)passam para lá deste portão e, a fingir que é tudo a fingir, vivem com emoção o encontro com uma natureza, que se diz animal, mas que pode bem ensinar aos exemplares do lado de cá da jaula, do lado de cá deste belo portão que a vida tem regras incontornáveis e uma delas é a protecção aos mais fracos, que eles praticam, mesmo em cativeiro.

sábado, 16 de maio de 2009

Parabéns, Chuinguita!

Desculpa interromper o teu jogo mas só quero festejar o teu aniversário com mais um dia de idade!!! Beijinhos e muitas muitas felicidades.(Em basquetelês, como é que se diz GOOOOOOOOLO?) É isso que eu quero dizer!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aniversário

5 anos! Obrigada a todos os que fazem companhia ao Chora!
O lema continua a ser: saltar o muro que me separa da Floresta, onde se pode ler o tal aviso que nos desafia a arriscar! O Chora não arrisca muito, vive no Jameh, alimenta-se de papa Maizena e tem um ADN incompatível com conflitos de grande dimensão. O maior conflito que alimento é comigo, à maneira da Ivone Silva!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Parabéns, Diogo!

Andei por aqui à procura de um presente para ti e escolhi este poema de António Gedeão, teu "colega" de profissão!
Escolhi-o porque nos coloca perante os valores que nos orgulhamos de termos sido portadores, não tanto por tentarmos ser os pais perfeitos, que não somos, mas por termos tido a sorte de viver um tempo ímpar de culto desses valores, como a liberdade, ou melhor, as liberdades: a de escrever, a de falar e a essencial que serve de esteio a todas as outras.
Se misturares a liberdade com o sonho, obténs, certamente, momentos muito perfeitos.
E esses momentos serão para viver em cheio, Diogo!
Aos teus sonhos! Aos teus desejos!Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Parabéns Rafael!

Mais um filho a dobrar os trinta.
Claro que tenho saudades de um tempo em que parecia ser possível a eternidade preencher-se com as tuas primeiras palavras, os teus primeiros passos, (ou ao contrário, pois primeiro andar e depois é que é falar)as tuas manifestações de vontade (vulgo, birras!), os teus caracóis que depois deixaram de ser caracóis, as tuas cantigas (Ai que "peixeras" que "peixeras" dos sovacos, as meias rotas e os sapatos descascados... Lembras-te?), o cavalo que tinha as orelhas "pompidas"...
Mas mesmo tendo saudades, prefiro esta certeza do dia de hoje: és um homem de trinta anos que nos enche de orgulho, pois reconhecemos em ti um conjunto de valores que são traços dos homens de bem.
Parabéns, filho!

domingo, 11 de maio de 2008

Festa é Festa

O "Chora" faz quatro anos.
Todas as frases, feitas ou não, são permitidas. Não há fórmulas nem formas melhores do que outras para festejar ou parabenizar. Quatro anos de tempo de vida virtual é, certamente, mais do que uma idade adulta. É uma idade avançada.
Felizmente, (ou não?!), neste modelo de admirável mundo novo, a idade avançada não tem os reumáticos nem as mazelas de uma real idade avançada. Tem outros, não menos patéticos, quem sabe?
Há dias em que o "Chora" tem de recorrer a uma bengala para percorrer algum caminho com a dignidade que aprendeu com que o seu padroeiro, o Pai dos Porquinhos.
Tem dias em que o Chora chora, porque a vida faz chorar. Tem dias em que o Chora ri, porque a vida também faz rir. Às vezes, para não chorar, diz-se.
Seja como for, ou melhor, tenha sido como tem sido (???), o Chora chegou até aqui e, como acontece na vida real, é preciso celebrar.
E, para "selar" esta data, todos os que aqui passarem levem, por favor, a gratidão pela companhia que fizeram aos porquinhos, ao longo destes quatro anos.
O Selo da Amizade passeia-se pela Blogo-esfera e já chegou até mim, com a indicação de o atribuir a cinco outros donos de blogs. Os Porquinhos trangrediram e alegam o aniversário, em defesa dessa transgressão. Todos têm direito ao Selo da Amizade que, para mim, veio daqui.