terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Mahatma Gandhi

"You must not lose faith in humanity. Humanity is an ocean; if a few drops of the ocean are dirty, the ocean does not become dirty." - Mahatma Gandhi
Recordar Gandhi é permitir ao nosso pensamento um momento de "estar bem"!
Mahatma Gandhi foi assassinado a 30 de Janeiro de 1948. O ideal de Gandhi alargou-se a um ideal universal: à humanidade!
imagem daqui

Sobre...

Dizem por aí que nos blogues se escreve sobre nada e que os bloguistas têm todos uma causa a defender e uma opinião formada sobre todos os assuntos.
Talvez seja verdade tudo o que se diz. Mas, digo eu, não será esta a normalidade da pessoa normal dos dias normais?!
Normais... normais, não serão lá muito porque normal era sermos todos muito mais felizes e termos muito mais esperança. E essa esperança é-nos negada a cada hora.
Não há telejornal que se preze que não anuncie uma desgraça, que não se compraza na exibição mórbida das imagens chocantes!
Se faz sol, é uma primavera perigosa fora de todos os tempos! Se faz frio, é o maior do último século e faz-nos já pensar que vem aí catástrofe, pela certa! Se neva, então isso está absolutamente fora de todos os parâmetros da normalidade!
Eu não quero viver fora desta realidade, mas gostava de ver um bocadinho de céu azul para lá das nuvens para poder acreditar que há mundo para lá de mim e que haverá relva e praias para os meus futuros netos poderem brincar, chapinhar, jogar à bola.
Bolas!!!! Ainda há tanta gente nova para viver o mundo!!!!

domingo, 28 de janeiro de 2007

Será neve?

Não! São as amendoeiras em flor, no Algarve.
DSC00071-2

By the way...

alentejana
"Sinto orgulho quando vejo a paisagem alentejana"
É o que diz a cantiga do Paco Bandeira.
A A2 pode ser um enfado de alcatrão para quem vai ao volante. Mas para quem pode gozar a paisagem, não é um enfado, não! O Alentejo entra-nos pelos olhos numa bela versão de planura que se eleva aqui e ali, cuja imensidão se recorta noutra imensidão, a do céu de mil tons, conforme a hora do dia, com a simplicidade das árvores que a salpicam.
E a serenidade instala-se...

sábado, 27 de janeiro de 2007

Porque o amor nasce no coração!

Sei que a minha opinião não interessa nada. Mas ainda tenho autorização para pensar sobre as coisas que, à minha volta, fora de mim, vão acontecendo e que me vão batendo às portinholas do meu pensamento/memória/coração.
Por isso, eu digo que eu acho que a Esmeralda devia ser entregue aos pais que a encheram dos cuidados dos primeiros anos, que não são poucos, que a protegeram dos males do mundo, que não são poucos, que lhe deram amor e não foi pouco, pois arriscam agora tudo, até a liberdade para ficarem com ela, só com ela, sem indemnizações ou coisas assim.
Um amigo meu contava a história da sua vida de filho adoptado de um modo ligeiro. (Claro que a ligeireza era uma maneira de impedir que determinadas emoções aflorassem à conversa, pois nem sempre era caso disso.) Era um homem muito inteligente e muito sensível. Foi um amigo que eu perdi, "cá por baixo", mas que me deixou uma recordação muito doce e muito pensamento para pensar. Dizia ele, mais adiante e mais emocionado, que o "paizinho" e a "mãezinha", como ele os tratava, tinham deixado de comer "o bife" para que ele fosse ele a comer a comida mais "rica", para crescer mais forte e mais saudável. Eram pobres de dinheiro mas deram-lhe muito, muito amor e ele era um ser capaz de amar e ser feliz, graças a esses pais de coração.
Levaram-no à escola, como fazem os pais de sangue, porque queriam que o seu filho aprendesse as letras e os números. E ele aprendeu e muito bem. Deram-lhe o curso médio que a bolsa permitia, o que lhe permitiu a ele o ingresso na Universidade e, para felicidade destes pais, o filho retribuiu-lhes sempre em orgulho, todo o amor que lhe tinha sido dado ao longo da vida.
Quando os pais de sangue perceberam que tinham posto de lado um "investimento" voltaram para reclamar um "ganha-pão" e não um filho. O coração do Fernando estava determinado quanto a amor filial e não vacilou. Em tribunal declarou-se filho dos pais de coração.
Foi, até ao fim da vida deles, o filho querido. Foi, até ao fim da vida dele, o filho querido daqueles pais pobres que comiam sardinhas (comida dos pobres de então) para que ele comesse "o bife".
A história da sua vida, contada por ele começava assim:
Quando eu tinha quinze dias, a minha mãe foi às compras e deixou-me com a vizinha. Voltou, quinze anos depois...
(Obrigada, Fernando, por teres sido nosso bom amigo! Se um dia nos voltarmos a encontrar, hei-de voltar a fazer farófias, a tua sobremesa preferida! Todos os teus amigos te lembram com saudade, respeito e admiração. Se aqui estivesses, já tinhas com certeza pedido que entregassem de vez a Esmeralda aos pais, aos "verdadeiros", porque o amor nasce no coração e depois é que vai para as veias!)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Remédio santo!

magia
Há muito que não me encharcava na magia da luz da manhã. Nada melhor do que confiar nos dias que se sucedem por si, sem que nenhum homem ande, por ali, a acender umas luzes e a apagar outras.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

O melhor português

O melhor português é aquele que aprecia o sol e o céu azul. O melhor português é aquele que até gosta de nuvens pois sabe que elas trazem a chuva boa.
O melhor português é aquele que sabe sorrir e, se possível, rir!
(Desenho de um aluno do quinto ano da Escola D. Pedro Varela)

Classificados


Procura-se rumo para um grupo de gentes com memória e coração, ainda que se tenha vindo, de há um tempo a esta parte, a assistir à sabotagem dos valores que sempre constituiram seu norte!

sábado, 20 de janeiro de 2007

Só acontece aos outros?

O Ministro da Saúde declarou-se "orgulhoso" por não ter aberto um inquérito, para apurar responsabilidades na perda de uma vida humana...
Estamos a falar de vidas humanas, Sr. Ministro!
Será que já se deu conta de que a sua expressão, além de infeliz, revela uma profunda insensibilidade.
Amanhã pode ser a minha vida a depender de um socorro que tarda.
Também não lhe fará diferença, eu sei!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

(...)

Frente a frente

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!

Eugénio de Andrade

Sei pouco, muito pouco mesmo, sobre o poeta, sobre o homem. Sei alguns poemas e gosto desta poesia que tem a realidade entranhada no verso, verso esse que até pode ser branco, que a rima pode descansar, como é o caso deste poema.
Eugénio de Andrade nasceu a 19 de Janeiro de 1923, no Fundão.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

17 de Janeiro de 1995

Morria Torga, o mais telúrico dos escritores portugueses! A procura da verdade, ou pelo menos de uma verdade que lhe adoçasse a existência, ter-lhe-á ensombrado sempre os dias todos. O seu último poema, publicado no último diário em 1993, chama-se "Requiem por Mim" e começa assim:
Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim,
Em vez de natureza consumada,
Ruína humana.

O espelho nunca lhe devolveu a sua própria imagem adornada de famas vãs. Viveu como quem cumpre um trajecto rumo a um calvário desnecessário, mas, nem por isso, possível de ser afastado, ou mudado o rumo...
Deixo aqui a lembrança do poeta que aprendi a ler, que admirei e admiro, não só pelos versos ou pelas prosas, mas também pela lição que é o conhecimento da sua vida, que leio nos Diários e na Criação do Mundo.
Deixo-lhe aqui as mimosas que crescem no jardim da escola do Sr Botelho, cumprindo o seu desejo de "florir o futuro".
DSC00537

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Parabéns, Priminha!

Quando penso em ti, tenho saudades tuas e do tempo em que corríamos e saltávamos no quintal da casa da avó.
Os teus bibes imaculadamente brancos e engomados brilhavam ainda mais sob o calor de um tempo que não se reproduz. Ainda bem porque, se assim fosse, estava toda a gente a tomar pílulas miraculosas para voltar a esses dias.
"Those were the days", de facto!
O teu rabo de cavalo acompanhava o ritmo das tuas correrias, balançando para um lado e para o outro com a alegria dos teus seis anos e a admiração dos meus olhos de nove.
Nem imaginas a "inveja" que eu tinha do teu rabo de cavalo!!!
Aliás eu era uma "invejosa de marca": eu não sabia fazer nada como vocês faziam. Escondia-me nas aulas de Ginástica, com vergonha e com medo. E quando pensava no brilho das vossas cambalhotas, na segurança dos volteios no ar... Eu tinha os pés pesados e demasiado agarrados ao chão.
É este retrato que eu guardo de ti num cantinho muito quente das nossas lembranças. Muito quente e muito doce. Voltamos às goiabas e às abacates, à casa imensa, à mesa imensa... Tudo era imenso na casa da avó!
Parabéns, priminha. Cresceste e agora é a tua vez de ser avó. Depois tens de me contar tudo tudo sobre essa condição, já que resolveste ultrapassar-me. Primeiro era eu!!!! 'Tá bem, pronto. Eu não fico zangada. Eu não amuo, como fazia tantas vezes, para delírio da avó e da tua mãe que se riam às gargalhadas, quando eu armava uma birra.
Que saudades eu tenho delas. E tuas!
Parabéns, priminha!

sábado, 13 de janeiro de 2007

E...

E se, de repente, juntássemos o que sabemos ao que sonhamos e transformássemos os espaços opacos e densos, em que normalmente nos movemos, em luminosos palcos azuis, mais brilhantes do que a alma imaculada da criança recém-nascida, antes ainda do pecado original?
Foi o que fez o Padre Bartolomeu de Gusmão, padre que pregou o perdão e não o castigo, sabendo ele que o castigo da sua ousadia de sonhar estava sempre por perto.
Há um Padre Bartolomeu de Gusmão que Saramago imortalizou, um homem que partilhava com os mais simples o seu projecto máximo, precursor do sonho de viajar até ao infinito, onde mora a lua, e outras bolas brancas(ou amarelas ou azuis) que o nosso olho nu não alcança.
E a máquina voou!
"A máquina estremeceu, oscilou, como se procurasse um equilíbrio subitamente perdido, ouviu-se um rangido geral, eram as lamelas de ferro, os vimes entrelaçados, e de repente, como se a aspirasse um vórtice luminoso, girou duas vezes sobre si própria enquanto subia, mal ultrapassara ainda a altura das paredes, até que, firme, novamente equilibrada, erguendo a sua cabeça de gaivota, lançou-se em flecha, céu acima." José Saramago, Memorial do Convento.
Como voam as gaivotas sobre o rio de Lisboa, ou dentro de qualquer azul que achem por perto!
DSC00320
O Padre Bartolomeu de Gusmão morreu a 13 de Janeiro de 1724, em Toledo, no Hospital da Misericórdia.
Continua vivo nas páginas de um livro, na memória e nos sonhos dos homens simples, irmãos da Blimunda e do Baltasar.
E se ousássemos reclamar essa fraternidade ideal?!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Tempo

DSC00016
Há qualquer coisa que não está a bater certo com o meu "tempo".
Falta-me!
Quero aprender a lidar melhor com estas coisas da tecnologia. Preciso de aprender e falta-me tempo.
A incoerência das incoerências: quando tudo parece estar à distância de um click, de uma tecla ou de um botão, sem grandes despesas de tempo, em horas, minutos, torna-se mais evidente do que nunca que o tempo é um bem precioso, o suporte verdadeiro e o único fiável das nossas aprendizagens.
Não quero que o tempo volte para trás, porque os saudosismos são, de um modo geral, sentimentalmente incorrectos, mas também não quero que o futuro chegue amanhã já, pois todo o conhecimento desse amanhã tem um preço altíssimo.
Paga-se na moeda única da humanidade: a vida!!!!
Citando, ou quase, o Ricardo Araújo Pereira, "está aqui um(a) palerma"...
...a dizer palermices, é o que é!!!!!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Bem-vindo, Miguel!

As fadas madrinhas estão reunidas e são muito bons os desígnios traçados por elas. Muitos beijinhos para todos os Azuis que, neste momento, mostraram ao mundo que o amor faz milagres!!!!!
(A Fada Luh foi a primeira a chegar! Ela voou para dar a feliz notícia que trouxe da casa azul. Bem hajas, Luh! A tua felicidade diz muito sobre ti e torna-te uma verdadeira fada!)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

De volta

ps alcochete
Pois... Os porquinhos voltaram! Chegaram mesmo à hora do pôr do sol, um dos momentos mais bonitos do dia.
Estão mais gorditos e já lhes disse que vão ter de fazer uma pequena dieta. Nada de doces, nos próximos tempos. E mesmo as bolotas têm de ser light!
(É o rigor que se impõe aos comuns mortais a tomar conta da fantasia dos meus porquinhos?!)
Nada não, como dizem os brasileiros. Pensando bem, eles merecem uma normalidade farta!
Viva!
Os meus porquinhos que chegaram sãos e salvos da aventura na Árvore de Natal!!! Viva!
Olhem só que divertidos que eles estão a "desembrulhar" os comentários do dia dos anos.
Ah! Estão a mandar beijinhos e recadinhos. O Lobinho diz que traz goiabas. Sirvam-se: Chuinguita, Ana, Cinda, Espumante, Teté, Ni, Azulinha, Luh, Laurinha, Ti, Teresa, Pitucha, Aenima, Carracita e Maria!!!
Obrigada a todos!!!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Voltando às goiabas...

Ou melhor: à goiabeira.
Hoje uma das goiabas era vermelha por dentro, exactamente como as da tal árvore, quase no fim do quintal, perto do muro que nos separava da casa da tia da Ana, a Dona Céu.
Mesmo, mesmo junto ao muro estavam dois enormes tanques de lavar a roupa. As mulheres da casa, a minha avó e a minha tia, lavavam, lavavam, esfregavam, pegavam na roupa molhada e carregada de sabão para cima dos "coradoros" - uma espécie de estrados baixos, com rede, onde se estendiam as peças. Aí o sol fazia o que devia fazer: branquear até à pureza desejada da roupa que preenchia as mesas e as camas, o prazer e o sonho.
O Sol, claro!
Eu nem me lembro de um único dia de chuva no quintal da minha avó. Nunca choveu no quintal da minha avó.
(E eu a fiar-me cegamente na minha memória!)
Até chegar às camas e às mesas a roupa era passada a ferro.
Era no quintal que se ateavam as brasas de um carvão muito negro que depois resplandecia em vermelhos vários. Cuidadosamente, com a ajuda de uma tenaz, as brasas eram colocadas dentro do ferro e todas as rugas desapareciam, milagrosamente, graças aos braços e aos olhos das mesmas mulheres.
O que elas trabalhavam! E havia sempre um sorriso, um gracejo, um ralhete, uma certeza de afecto profundo e eterno.
Nunca havia um lamento!(Como eu sou diferente, meu Deus! Eu não aprendi a lição!)

blogoproverbialmente falando...

post
Post prevenido, vale por dois!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Olhó belo post!!!!!!

belo post
Ó freguesa! Ó freguês!
Olhó o belo post!
É fresquinho! Tem muita água e "muito" pôr-do-sol! Dá para o Verão, por via da água e dá para o Inverno, por via do sol.
É o mil cento e oitenta e cinco!!!
(Quando não há tempo para palavras, "arremedeia-se" a vida de outra maneira.)

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

(...)

a_goiabeira[1]
Nuns certos jardins "suspensos", em Odivelas, há uma goiabeira que me traz de volta o sabor do quintal da minha avó, o tal onde tudo podia acontecer, o tal do efeito Xis.
Não há fome que não dê em fartura, diz o ditado. Este ano, há mais uma goiabeira a alimentar-me a saudade da árvore que ficava ali, como que a meio caminho entre o baloiço e os tanques, depois de se ter passado ao lado de um grande "canteiro" de couves, alfaces e papaias. (Não sei como é que as papaias lá foram parar, mas se eu me lembro das papaias ali é porque lá estavam... Ou seriam melões? Assim, tão rentinho às alfaces talvez fossem melões?!)
Mas isso agora não interessa mesmo nada, porque as goiabas estão aqui e cheiram inconfundivelmente ao que eu quero.